Imunidade

Março 20, 2010 at 10:04 pm (Uncategorized)

A imunidade, em sentido lato, consiste nos diversos processos fisioológicos que permitem ao organismos reconhecer corpos anormais ou estranhos, neutralizá-los e eliminá-los.

Existem dois tipos de mecanismos de defesa do nosso organismos: Mecanismos de defesa não epecífica e de defesa específica

Mecanismos de Defesa Não Específica

Os processos envolvidos nos mecanismos de defesa não específica fazem parte da imunidade inata, na medida em que a resposta é idêntica independentemente do número de vezes que o mesmo agente interactua com o indivíduo.

                                                     Pele

                                                     Pelos das Narinas

1ªlinha de defesa                        Mucosas            

                                                    Secreções e Enzimas

 

2ªlinha de defesa                     Resposta Inflamatória Local e Fagocitose

                                                        Resposta Sistemática

  • A resposta inflamatória traduz-se por uma sequência complexa de acontecimentos que visam inactivar ou destruir agentes invasores. Neste caso, actuam mastócitos; macrófagos e neutrófilos (entre outros). As reacções inflamatórias traduzem-se por uma acumulação de substâncias químicas inflamatórias que activam o sistema imunitário, atraindo ao local os “defensores” do organismo (quimiotaxia).

 

A diapedese é o fenómeno provocado pela deformação dos monócitos e dos neutrófilos para poderem atravessar a parede dos capilares.

  • As toxinas produzidas pelos agentes patogénicos e certos compostos chamados pirogénios, produzidos por alguns glóbulos brancos, podem fazer aumentar a temperatura corporal.  Este aumento da temperatura contribui para a defesa, estimulando a fagocitose e inibindo a multiplicação de muitas espécies de microrganismos. Quando a temperatura fica muito elevada, a pessoa fica com a chamada febre.

 

Os interferões são moléculas (glicoproteínas) formadas por células atacadas por vírus ou parasitas intracelulares. Estas moléculas vão para a corrente sanguínea e ligam-se à membrana citoplasmática de outras, estimulando-as a produzir proteínas antivirais que inibem a replicação do ácido nucleico viral.  

Mecanismos de defesa específica

 
A resposta imunitária específica subdivide-se em três funções: o reconhecimento do agente invasor como corpo estranho, a reacção do sistema imunitário que prepara agentes específicos que intervêm no processo e a acção desses agentes que neutralizam e destroem os corpos estranhos.

A imunidade específica refere-se então à protecção que existe num organismo hospedeiro quando este sofreu previamente exposição a determinados agentes patogénicos e pode ser mediada por anticorpos (imunidade humoral) ou mediada por células (imunidade celular).

Imunidade Humoral

Quando um antigénio entra num organismo e chega a um órgão linfóide, vai estimular os linfócitos B que possuem na membrana receptores específicos para esse antigénio. Como resposta, os linfócitos B dividem-se e formam células que sofrem diferenciação, originando plasmócitos e células – memória. Os plasmócitos têm um retículo endoplasmático desenvolvido e produzem anticorpos específicos para cada antigénio. Os anticorpos são posteriormente lançados no sangue ou na linfa e vão circular até ao antigénio. As células – memória ficam inactivas, mas prontas a responder rapidamente, caso venha a acontecer um posterior contacto com o antigénio.
Os anticorpos actuam de três formas distintas:
Os anticorpos ligam-se a toxinas bacterianas e levam à sua posterior neutralização . As toxinas livres podem reagir com os receptores das células hospedeiras enquanto que o mesmo não acontece com o complexo anticorpo-toxina.
Os anticorpos também neutralizam completamente partículas virais e células bacterianas através da sua ligação às mesmas. O complexo anticorpo-antigénio é ingerido e degradado por macrófagos.

A activação do sistema complemento no âmbito da defesa específica, é feita através do revestimento de uma célula bacteriana por anticorpos. Os anticorpos fixos formam receptores para a primeira proteína do sistema complemento o que leva ao desencadeamento de uma sequência de reacções que conduz à formação de poros e à destruição da célula.
O revestimento de antigénios por anticorpos é reconhecido como elemento estranho pelos fagócitos (macrófagos e leucócitos polimorfonucleares) que os ingerem e destroem. Este processo designa-se por opsonização.

Imunidade mediada por células

Os linfócitos T têm capacidade para reconhecer alguns antigénios que se ligam a marcadores da superfície de certas células imunitárias (fig.17). Se uma bactéria for fagocitada por um macrófago, os fragmentos resultantes da fagocitose ligam-se a certos marcadores superficiais desse macrófago que os exibe e apresenta aos linfócitos T. A exposição e ligação de linfócitos T com o antigénio específico estimula a sua proliferação.

Existem diferentes tipos de linfócitos T que desempenham funções específicas:

· Linfócitos T auxiliares (TH de helper) – estes linfócitos reconhecem antigénios específicos ligados a marcadores e segregam mensageiros químicos que estimulam a actividade de células como os fagócitos, os linfócitos B e outros linfócitos T.

· Linfócitos T citotóxicos – TC- estes linfócitos reconhecem e destroem células infectadas ou células cancerosas (vigilância imunitária, neste caso). Quando estão activos, migram para o local de infecção ou para o timo e segregam substâncias tóxicas que matam as células anormais.

· Linfócitos T supressores (TS) – estes linfócitos, através de mensageiros químicos, ajudam a moderar ou a suprimir a resposta imunitária quando a infecção já está controlada.

· Linfócitos T memória (TM) – estes linfócitos vivem num estado inactivo durante muito tempo, mas respondem de imediato aquando de um posterior contacto com o mesmo antigénio.

Memória imunitária

          A resposta imunitária primária traduz-se pelo aumento da produção de anticorpos para um determinado antigénio até atingir um valor máximo, começando de seguida a baixar gradualmente.
O primeiro contacto com o antigénio provoca a proliferação e diferenciação de células efectoras (Linfócitos T auxiliares, Linfócitos T citolíticos, Linfócitos T supressores) e de células-memória.
As células – memória são responsáveis pela resposta imunitária secundária mais rápida, de maior intensidade e de duração mais longa, dado que o antigénio específico é reconhecido e há maior eficácia na proliferação de células efectoras para o seu combate e produção de mais células – memória.
As células efectoras duram apenas alguns dias enquanto as células – memória podem viver muito tempo, ou até toda a vida, armazenadas no baço e nos gânglios linfáticos, ficando o organismo hospedeiro imune a esse agente patogénico. 

 http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/04/12/saude-geriatria/mecanismo-da-defesa-tecidual-e-imunologica/

http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=552

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