Sistema Reprodutor Feminino

Outubro 5, 2009 at 1:58 am (Uncategorized)

Vagina – Canal que comunica com o exterior e aquando a relação sexual é receptora do esperma.

Útero – Órfão com paredes musculares, onde se dá o desenvolvimento do embrião durante o período de gestação.

Ovários – Local onde ocorre produção de oócitos e hormonas sexuais.

Trompas de Falópio – Também chamadas de ovidutos, inicia-se por uma zona chamada de pavilhão da trompa, e é o local onde ocorre a fecundação. Também permite o transporte de gâmetas

 

Oogénese

Tem início durante o desenvolvimento embrionário, continuando posteriormente de uma forma cíclica a partir da puberdade até à menopausa.

Na oogénese ocorre uma sequência de acontecimentos em que as oogónias se transformam no final em óvulos.

A oogénese divide-se em três fases: Multiplicação, Crescimento e Maturação.

 

Multiplicação

 

Durante o desenvolvimento embrionário, as células germinais migram para os ovários e multiplicam-se, produzindo oogónias (células diplóides) por mitoses sucessivas.

Os ovários de um feto de cinco meses contêm 6 a 7 milhões de oogónias, sendo que a maior parte delas degenera.

 

Crescimento

 

As oogónias que não degeneram iniciam a 2ª fase da oogénese, a fase de crescimento, com o armazenamento de substâncias de reserva.

Constituem-se os oócitos I (células diplóides, 46, XX). Muitos oócitos I degeneram durante a vida uterina.

 

 

 

Maturação

 

Os oócitos I que não degeneraram iniciam a fase de maturação com a primeira divisão da meiose, que fica bloqueada na profase I.

A meiose continua apenas na puberdade, com o início dos ciclos ováricos. Em cada ciclo ovárico normalmente só um oócito I completa a divisão da meiose, constituindo-se duas células haplóides (23, X); o oócito II e o primeiro glóbulo polar.

A segunda divisão da meiose começa de imediato, mas fica bloqueada em metafase II.

Neste momento ocorre a ovulação.

 

Na criança recém-nascida, cada oócito I está envolvido por algumas células foliculares, constituindo os folículos primordiais (de pequenas dimensões).

Entre a puberdade e a menopausa, alguns desses folículos iniciam um processo de evolução todos os meses.

Ao aproximar-se o final da evolução de um folículo durante a qual houve, para além do processo de oogénese, um aumento progressivo do tamanho do folículo, a cavidade folicular aumenta muito, designando-se esse folículo por folículo maduro ou folículo de graaf.

Na parte final do processo, o folículo maduro acaba por provocar uma saliência na superfície do ovário.

Quando o folículo atinge este estádio, o oócito II, rodeado por células foliculares, é libertado, na cavidade folicular. Por pressão da cavidade folicular sobre a parede do ovário, o folículo rompe e o oócito II, rodeado pela zona pelúcida e por células foliculares é libertado para o oviduto. É a ovulação.

A parede do ovário cicatriza e o folículo vazio experimenta modificações estruturais e bioquímicas, surgindo o corpo amarelo (ou corpo lúteo).

 

 

Controlo hormonal na mulher

Ciclo Uterino

 

Menstruação

Ocorre a descamação parcial do endométrio, visto q as células deixam de receber os nutrientes necessários e morrem. Essa destruição é consequência da baixa concentração de hormonas ováricas. Sangue e fragmentos de tecido são expulsos – menstruação.

Fase proliferativa

Verifica-se o aumento da espessura do endométrio, devido ao aumento da taxa de estrogénios que ocorre durante a fase folicular.

Fase secretora

Prossegue o aumento de espessura do endométrio, bem como a actividade secretora das glândulas nele existentes, devido à acção conjunta dos estrogénios e da progestrona produzidos durante a fase luteínica.

 

A hipófise anterior produz duas hormonas, FSH e LH.

FSH – leva ao crescimento e à maturação dos folículos ováricos e intervém na secreção de estrogénios.

LH – actua no folículo maduro, estimulando a sua ruptura – e a ovulação. Estimula a transformação do folículo em corpo amarelo, o q leva à produção de progesterona.

 

Hipotálamo actua sobre a hipófise anterior, por intermédio da neuro-hormona GnRH.

O complexo hipotálamo-hipófise controla o funcionamento do ciclo ovárico através das gonadoestimulinas. As hormonas ováricas actuam sobre o complexo hipotálamo-hipófise, por um sistema de retroacção.

 

Algum tempo antes da ovulação, com o aumento das células foliculares, os estrogénios são produzidos em maior quantidade, ultrapassando o valor-limite, que desencadeia o efeito dos estrogénio sobre o complexo hipotálamo-hipófise. Neste caso, por acção de uma concentração de estrogénios mais elevada, a produçao de gonadoestimulinas é estimulada em vez de ser inibida. Daí o aumento da concentraçao de FSH e sobretudo de LH. É um mecanismo de retroacção positiva.

Após a ovulação, os estrogénios e a progestrona, exercem uma retroacção negativa sobre o complexo hipotálamo-hipófise, o que explica a queda da concentraçãp de LH e FSH.

Esta diminuição desencadeia por sua vez a regressão do corpo amarelo e a diminuição da taxa de hormonas ováricas – e o aparecimento da menstruação.

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